Quantas cientistas você já ouviu falar? Por mais que existam mulheres que fizeram e fazem história na ciência, a participação do gênero feminino nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática ainda é muito baixa.
De acordo com o estudo ‘Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM)’, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), somente 35% dos estudantes do mundo nas áreas de STEM (science, technology, engineering, and mathematics) são mulheres.
Por mais que as mulheres tenham baixo incentivo à prática de ciência, elas alcançaram conquistas muito grandes. Assim, uma referência para esse avanço é a física Marcia Barbosa, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mencionada pela ONU Mulheres como uma das sete cientistas que moldam o mundo.
Titular do Instituto de Física, diretora da Academia Brasileira de Ciências e membro da Academia Mundial de Ciências, Marcia estuda as estruturas complexas da molécula de água. Portanto, em 2013, ganhou o prêmio L’Oréal-UNESCO para mulheres cientistas, que visa promover a posição das mulheres na ciência ao reconhecer pesquisadoras que contribuíram para o progresso científico.

MARIE CURIE

A sina de Marie Curie foi quebrar barreiras ao longo da sua vida. Responsável por descobrir os elementos Rádio e Polônio, foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel e a única a receber o prêmio em duas áreas diferentes (Física e Química). Ela também foi a primeira mulher a fazer doutorado na França e virou a cientista mais conhecida na Terra.
ADA LOVELACE
Lovelace foi a única filha legítima do famoso poeta Lord Byron e sua esposa, a Baronesa Byron. Iniciou seu trabalho com o cientista Charles Babbage, participando de seu projeto sobre a Máquina Analítica – evolução da Máquina Diferencial. Nos anos de 1840, Ada traduziu um trabalho sobre o motor e fez anotações sobre o artigo. Essas anotações continham um algoritmo de programação criado para ser processado por máquinas que acabou se tornando o primeiro programa de computador existente.

LISE MEITNER

MARGARET HAMILTON

EDITH CLARKE

Apaixonada por engenharia, se tornou, em 1919, a primeira mulher a ter mestrado em engenharia elétrica pelo MIT. Decepcionada por não conseguir emprego pelo seu gênero, resolveu ingressar na carreira acadêmica. Um ano depois, foi contratada pela General Electrics como engenheira eletricista. Voltou a lecionar, em 1947, na Universidade do Texas e se tornou a primeira professora de engenharia elétrica dos Estados Unidos. Ainda assim, também criou uma calculadora gráfica que resolve equações envolvendo corrente elétrica, tensão e impedância em linhas de transmissão.
APRILLE ERICSSON

ROSALIND FRANKLIN

KATHERINE JONSON
Ingressou no ensino superior, aos 14 anos, em uma das HBCUs (Universidades e Faculdades exclusivamente para negros), onde fez todos os cursos de matemática oferecidos. Fez contribuições fundamentais para a aeronáutica e exploração espacial dos Estados Unidos. Seu trabalho na NASA englobava navegação astronômica informatizada, ou seja, cálculo de trajetórias, janelas de lançamento e caminhos de retorno de emergência para muitos voos do Projeto Mercury e do Apollo 11.

KATIE BAUMAN

JULIANA STRADIOTO

Caso tenha interesse em saber mais, a UFRGS possui um projeto chamado Meninas na Ciência. O projeto realiza muitas iniciativas com o intuito de incentivar a presença de mulheres nas áreas de ciências e tecnologia.